2068

sinopse

Ainda é possível sonhar? Fazendo alusão a uma temporalidade futura, o espetáculo “2068” retrata a resiliência humana através da manipulação e uso de máscaras expressivas. Diferentes pessoas estão confinadas em um espaço de privação das liberdades individuais, em que, para se manter vivo, é preciso se alimentar constantemente de esperança.

ficha técnica

Direção: Liane Venturella

Dramaturgia: Máscara EnCena e Liane Venturella 

Elenco: Alexandre Borin Camila Vergara Fábio Cuelli e Mariana Rosa

Trilha Sonora Original: Caio Amon Iluminação: Fabiana Santos

Máscaras: Fábio Cuelli Bonecos: Rita Spier

Cenografia: Máscara EnCena Figurinos: Liane Venturella

Costureira: Naray Cristina Schaeffer Pereira

Operação de Som: Vitório Oliveira Azevedo

Design Gráfico e Vídeo: EROICA Conteúdo

Fotografia: Fabrício Simões e Maciel Goeltzer

Direção de Produção: Camila Vergara

Produção e Realização: Máscara EnCena 

Financiamento: Edital Ponto de Teatro - Instituto Ling 

“Pois 2068, em síntese, é um dos espetáculos mais importantes a que temos assistido nos últimos tempos, por sua qualidade estética inegável, e por sua oportunidade ética e política em colocar em cena um debate sobre o nosso tempo, sem fugir à responsabilidade que todos temos, enquanto artistas e enquanto cidadãos e seres humanos, em resistir à barbárie.”

Antonio Hohlfeldt, Jornal do Comércio 

O espetáculo 2068 parte de uma situação de confinamento e opressão em um futuro distópico. Em um espaço de proporções mínimas sob condições insalubres se agrupam oito pessoas diversas, unidas pelo acaso da situação. Oprimidas por uma realidade exterior indefinida, entre situações de desconforto, doença, estranhamento, compaixão e morte, se alimentam de memória, sonhos e desejos, revivendo a liberdade em um plano simbólico. Simples atos como brincar com borboletas, dançar, lavar os pés e amar, convidam o público a perceber a coragem, o prazer e a importância de se estar livre. O elenco, composto por duas atrizes e dois atores, utiliza máscaras inteiras expressivas e manipulação de bonecos e objetos para dar vida às oito personagens, que estão em cena juntas na maior parte do espetáculo. O trabalho de atuação não faz uso da fala em cena, maximizando a expressão corporal e humanizando as máscaras portadas e manipuladas através de movimentos e ações precisas e sutis.

 

Através de um cenário mínimo e uso de luz, figurino e adereços, dois espaços antagônicos são criados em cena. O espaço de confinamento, de tonalidade cinza, atmosférico, construído através do recorte da luz por uma fibra óptica e de fumaça, que conferem textura ao ambiente. Os espaços de respiro poético exploram as outras áreas do palco, buscando cores vibrantes, figurinos oníricos e manipulação de adereços pelo elenco, criando cenas de riqueza plástica. Através de manchas e pequenos feixes de luz, estes espaços tornam-se aos poucos visíveis, convidando o espectador a adentrar gradualmente em suas atmosferas. O espetáculo tem trilha sonora e desenho de som originais. Som e música são trabalhados como um contínuo, em que soundscapes dissonantes e tétricas constroem o mundo externo, em contraposição a momentos musicais que dão vida às fantasias e diversidade subjetiva das personagens. A trilha sonora original inclui oito composições de diferentes universos musicais, e entre os destaques estão uma ária em italiano e um moteto renascentista.

Prêmios e Festivais 

PRÊMIO AÇORIANOS DE TEATRO 2019: MELHOR PRODUÇÃO

6 indicações: Melhor Espetáculo, Melhor Elenco, Melhor Produção, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Iluminação e Melhor Figurino. 

PRÊMIO OLHARES DA CENA 2019: MELHOR TRILHA SONORA

6 indicações: Melhor Espetáculo, Melhor Produção, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Iluminação, Melhor Figurino e Melhor Fotografia de Cena. 

fotos

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